Dou hoje início a uma rubrica que acho que vem completar uma lacuna deste blog: a análise dos nomes admitidos em Portugal mas que, à primeira vista, identificaríamos como sendo estrangeiros. Não sei se a definição que determinei será a mais apropriada, mas é isso mesmo que me parece: que não são nomes portugueses. Por isso mesmo, um dos objetivos da rubrica será, sempre que possível, conseguir transportar o nome para a língua portuguesa para tentar fazer com que os nomes nos pareçam um bocadinho mais nossos.
O nome que escolhi para hoje não será o mais estrangeiro de todos, mas também não me parece muito português: Electra, que associo de imediato à palavra "electricidade". Deveria também pensar em "electrão", palavra que dá origem a Electra, através do grego élektron, que significa âmbar, ou seja, amarelo dourado.
Só pelo facto de o nome remeter para uma cor, de forma dissimulada, já me agrada; mas há mais: é um nome interessante também para quem se interessa pela Mitologia, onde é citada, por exemplo como Electra, a ambarina, uma das ninfas filhas de Oceano e irmã de Dione, Dóris e Ásia e como mãe de Íris e ainda como Electra, filha de Atlas e Plêiade, que, juntamente com as suas irmãs (uma delas chamada Maia), formam a constelação de Touro.
Vários autores apontam "brilhante" como o significado de Electra. Por tudo o que escrevi acima, para mim, Electra é o nascer do sol.
Em 2014, foi registada apenas uma menina com o nome Electra em Portugal e em 2016, outra, pelo que podemos considera que é um nome verdadeiramente exclusivo!